segunda-feira, 17 de maio de 2010

5ª semana de Estágio

Na semana passada iniciei o trabalho com Projetos de Aprendizagem em minha turminha, tive uma grata surpresa com meus alunos! As crianças ficaram muito mais entusiasmadas do que nas semanas anteriores, a sala de aula se tornou um espaço de descoberta, rico de trocas e questionamentos. A curiosidade que eles expressaram na colocação de suas perguntas me deixou bastante animada, acredito que podemos ampliar este trabalho para além do meu estágio, pois eles mostraram interesse em buscar as respostas de inúmeras perguntas que foram surgindo no decorrer das conversas e das aulas que se seguiram, foi bem complicado elegermos somente quatro questões para esta etapa do trabalho. Todos querem ser cientistas! Ao experimentar algo novo para mim e para os alunos, pude rever minha prática diária e oferecer oportunidades dos alunos expressarem seus desejos e curiosidades, percebi que quando participam do planejamento do trabalho eles ficam muito mais envolvidos com o tema. O ato de pensar em suas dúvidas e curiosidades, para logo em seguida elaborar perguntas, desafiou meus alunos a pensarem alto, a “viajarem”, agora partiremos para o processo de investigação, rumo às respostas de nossas indagações, pesquisaremos em diversos lugares, desde livros e revistas até na internet, até esclarecermos nossas dúvidas e validarmos nossas certezas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

4ª semana de Estágio

Aconteceu uma coisa bem intrigante na quarta-feira passada, duas mães vieram questionar o motivo de seus filhos estarem fazendo poucas atividades no caderno durante esta semana. Com muita calma e paciência, depois de contar até dez, expliquei-lhes que estamos confeccionando um presente para o dia das mães. Estamos também construindo novos conceitos de matemática, onde é necessária a manipulação de material concreto juntamente com cálculo mental, por isso houve poucos registros no caderno. Como esta cobrança dos pais ainda me assusta! Em pleno século XXI os pais ainda querem que seus filhos voltem da escola com os cadernos cheios de conteúdos copiados, nem questionam a pertinência da cópia.  Nunca acreditei na cópia praticada de forma repetitiva e desconexa, faço uso dela para que o aluno registre suas idéias e possa consultar em aulas futuras. Entretanto percebo que não somente as famílias, as crianças também querem isso. Quando estamos realizando outras atividades ou estou propondo um diálogo ou explicando algum conteúdo ou jogando, perguntam o tempo todo se não vou escrever no quadro. Muito copiei do quadro quando estava na escola, quase nada daquilo eu realmente aprendi, guardei muito mais as memórias orais, lembro daqueles professores que explicavam gesticulando, como uma performance teatral.  Já decidi, a partir de agora vou colocar no máximo uma atividade de fixação de conteúdos no quadro para que copiem no caderno, somente para agradar a gregos e troianos. Contudo não vou desistir. Quero que meus alunos aprendam a refletir, a argumentar, a entender e contextualizar o que vemos em sala de aula com sua vida cotidiana, com sua realidade, para que isso aconteça é necessário que façam registros escritos daquilo que realmente tenha significado, não apenas copia mecânica!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

3ª semana de Estágio

Na semana de 26 a 30/04 nossos temas de estudo foram identidade e diversidade. Discutir esses temas com as crianças tem um valor imenso, pois quando reconhecemos a especificidade do diverso de nós, estamos reafirmando nossa individualidade também. Assuntos antagônicos e ao mesmo tempo complementares, os dois são essenciais para as crianças refletirem e compreenderem que ninguém deve sentir-se discriminado por ser diferente dos outros. Falar de si mesmo livremente, expressar sua vontade e seus sonhos, dizer como se sentem em momentos bons e ruins, na sala de aula e em casa, são momentos riquíssimos nos quais os alunos colocam seus argumentos e o grupo constrói novos valores em conjunto. É nesse momento que eu procuro intervir e colocar opiniões baseadas nos valores de igualdade, fraternidade e justiça. É curioso perceber como as crianças são exigentes e por vezes até intolerantes com o outro e consigo mesmas, também. Na atividade que fizemos para elaborar os princípios de convivência da turma, eles sugeriram verdadeiras punições para quem não seguir as regras. Não podemos mais ignorar o quanto é importante discutir este tema desde a mais tenra idade com nossos alunos, é preciso mais do que nunca dar voz as crianças.

terça-feira, 27 de abril de 2010

2ª semana de Estágio

Ao aplicar meu planejamento para a segunda semana de estágio, seguindo meu objetivo de conhecer cada vez mais meus alunos e conduzi-los na construção do próprio conhecimento de maneira significativa e prazerosa, pude perceber que é necessário que cada um de nós se sinta pertencente a este grupo chamado Turma 32, inclusive eu. A partir da temática identidade e diversidade estamos nos conhecendo melhor como pessoas e como grupo, que deve trabalhar e aprender e crescer e ser feliz unido. Discutir sobre o meio em que vivemos, a escola, a comunidade e a família; perceber que existem pessoas muito diferentes e que todas tem seus direitos e estes devem ser respeitados; reconhecer que também temos deveres a cumprir;  são algumas das questões que estamos abordando neste período em meio aos conteúdos que devemos apreender. Tenho avaliado diariamente meus planejamentos, percebo, no entanto que raramente acerto na quantidade de material para as 4h aulas previstas, ainda organizo atividades a mais ou a menos do que meus alunos conseguem realizar, mais do que nunca entendo agora a afirmação de que todo planejamento é flexível. Na medida em que vou conhecendo mais o grupo, identifico alguns pontos que devo priorizar, tais como a dificuldade que alguns alunos apresentam em se expressar verbalmente; em se relacionar com o colega, tanto nos trabalhos em dupla ou grupo quanto nas brincadeiras e jogos no pátio. Tenho alguns grandes desafios para o estágio e para todo ano letivo de 2010.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

1ª semana de Estágio

Desde o início do PEAD, tanto nas aulas presenciais quanto nos workshops ao final de cada semestre, uma das minhas maiores preocupações era evidenciar meu aprendizado, e eu sempre iniciava minha fala reclamando do fato de estar fora da sala de aula, o quanto isso me deixava preocupada e até de certo modo de mãos amarradas, pois em muitas das atividades propostas necessitei de ajuda de colegas que me cederam seus alunos e turmas para que eu pudesse realizá-las – quero registrar aqui meu MUITO OBRIGADA às colegas Patrícia Kusma e Raquel Guterres. Ao iniciar o trabalho com a turma de estágio várias experiências e lembranças foram voltando a minha mente, nem parece que fiquei quatro anos afastada de uma sala de aula de currículo, agora tenho a minha turma, é como se eu estivesse de volta em casa! Tenho refletido bastante sobre quem são meus alunos, quais as necessidades desta turma e o que eles devem aprender. Na medida em que vou conhecendo um pouco mais cada um tenho plena convicção do quanto é importante meu trabalho, devo estar cada vez mais atenta, observar cada criança em sua individualidade para garantir que cada um esteja recebendo a atenção necessária para evoluir na sua aprendizagem, estou fazendo alguns registros diários, tanto das dificuldades quanto dos sucessos deles e pretendo usar esses dados na avaliação trimestral que já se aproxima. Estou com algumas dúvidas a respeito das arquiteturas pedagógicas, já pesquisei e não vislumbro ainda como aplicá-las no terceiro ano!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Minha identidade de Professora

Meu estágio será um estágio de verdade, se é que existe outro tipo. Retornei a uma sala de aula de currículo no dia 05/04/10. Depois de cinco anos trabalhando entre a Secretaria de Educação, Laboratório de Informática e Curso Técnico de Administração, estou de volta às origens. Devo dizer que estou muito feliz! Este retorno me proporcionará uma experiência ímpar: refletir sobre minha identidade de professora para logo adiante, após a formatura, planejar e alçar novos vôos. Depois de quatro anos estudando, lendo e relendo sobre teorias e práticas educacionais, chegou a hora de aplicar tudo que aprendi. Percebo a importância de registrar meu cotidiano em sala de aula, o planejamento e a avaliação junto aos meus alunos. Além de refletir é essencial que eu aprenda a registrar, escrever, formalizar meus pensamentos acerca de tudo que acontece na sala de aula... e isso dá medo, provoca pesadelos e dor. Madalena Freire, em sua obra Educador, afirma: “Uma coisa é escrever, ser escritor-reprodutor e reapresentador da linguagem escrita. Outra é, no exercício disciplinado da escrita, tornar-se escritor-sujeito-produtor de linguagem escrita” (2008).  Parece fácil, mas não é.

domingo, 11 de abril de 2010

O mundo gira e tudo muda de lugar...

Não é de hoje que minha vida profissional muda sem eu me dar conta. Eu estava em desvio de função no Estado desde janeiro de 2008, quando retornei da permuta com o Município de Esteio, passei pelo Curso Técnico de Administração durante três semestres e devo confessar aqui que foi uma experiência sensacional lecionar Informática para os alunos do CE Augusto Meyer, onde além de ensinar eu aprendi muito também com todos eles. Em agosto de 2009 fui remanejada para a EEEM Jardim Planalto, trabalhei no noturno atendendo os alunos que vinham pesquisar no Laboratório de Informática. Quando iniciamos o ano letivo de 2010 me ofereceram um 3º do EF, turma 32, eu aceitei de imediato. Mas, no dia seguinte chegou uma nova Professora de currículo e o Diretor da Escola me colocou de volta no Laboratório de Informática. Passou-se um mês e fui chamada para assumir a tal turma 32, que já era para ser minha desde o início do ano letivo! Cá estou eu... Pesquisando todo tipo de material pedagógico para oferecer a turminha, são vinte e três alunos lindos e curiosos. Estou ansiosa, mas muito animada! Transferi meu estágio para esta turma, começa amanhã. Aguardem notícias...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Estágio Curricular - Eixo VIII - Nova Etapa

Mesmo trabalhando em sala de aula há mais de vinte anos, muitas são as minhas dúvidas e expectativas no início deste ano letivo, reta final do curso de Pedagogia, estágio no primeiro semestre, TCC no segundo e logo mais... Formatura! Agora é a hora de mostrar que os conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica, juntamente com aqueles adquiridos na minha “longa” prática fizeram alguma diferença, pois deverão fundamentar os objetivos e projetos para esta nova etapa do curso. Realizarei meu estágio no Centro Municipal de Educação Básica Paulo Freire, instituição em que atuo desde fevereiro de 2009. Estou coletando informações referentes as seis turmas que irei atender no Laboratório de Informática (dois 1º anos, dois 2º anos, um 3º ano e um 4º ano), acredito que será relativamente tranquilo obter os dados sobre os alunos, pois já tenho um bom relacionamento com as turmas, devido ao fato de já termos trabalhado juntos no Laboratório de Tecnologia Educacional entre os meses de maio e dezembro de 2009.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Revendo o Planejamento

Repensando meu plano de aula que deveria contemplar as questões de linguagem, atividade proposta pelas interdisciplinas de Linguagem & Educação e Didática & Planejamento, posso afirmar que o tema que escolhi é muito importante atualmente, pois vemos as crianças de hoje muito intolerantes com o “diferente”. Pensei numa temática que provocasse nos alunos reflexão a respeito de valores e padrões morais que não são incentivados nas novelas, nos programas de televisão e na mídia em geral. Ao propor uma atividade que vai além de decifrar o código escrito, onde o aluno faz uma leitura mecânica do texto, busquei contemplar questões de oralidade e letramento. Tanto nas discussões em grupo quanto na produção textual o objetivo é o de levar o aluno a perceber o que está subentendido no texto, expressar sua opinião, debater com os colegas de grupo se o que está dito ali pode ou não contribuir para sua vida cotidiana.

sábado, 7 de novembro de 2009

Projeto de Aprendizagem

Projeto de Aprendizagem é uma arquitetura pedagógica que move o aluno a buscar informações que respondam satisfatoriamente as dúvidas surgidas durante o desenvolvimento do trabalho. Na medida em que o aluno interpreta e relaciona as novas informações que coletou, comparando-as com suas certezas iniciais sobre o tema, ele estará construindo aquele conhecimento, não apenas reproduzindo o conteúdo. Para a construção de aprendizagens significativas as práticas pedagógicas do professor devem estar voltadas para que o sujeito tenha autonomia no seu pensamento e ação, onde nas discussões em grupo sejam ouvidas as diferentes opiniões de cada elemento, sempre considerando as regras de convivência e respeito. A viabilidade de Projetos de Aprendizagem na escola atualmente está ligada a uma práxis menos burocrática, em que a pesquisa e a descoberta sejam privilegiadas no processo de aprendizagem e avaliação de cada aluno.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

L’Enfant Sauvage

Nesta película gravada em 1970 por François Truffaut podemos observar inúmeras semelhanças entre a história da educação de surdos e do menino que foi encontrado vivendo num bosque ao sul da França por volta de 1700. Naquela época não se acreditava nas possibilidades de aprendizagem de crianças surdas, eles eram considerados inferiores e até retardados, perdiam inclusive direito a herança de suas famílias. O Oralismo Puro de Samuel Heinicke, método vigente na época atribuía imenso valor à fala, ou seja, visava ensinar o surdo a falar, acreditando na cura da surdez. No filme vemos o Doutor Itard com muito interesse e curiosidade em pesquisar o desenvolvimento da inteligência do menino selvagem, entretanto ao utilizar o modelo clínico ao intervir com a criança, faltava-lhe a sensibilidade de respeitar a identidade do seu educando, suas experiências e ritmo de aprendizagem.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Incorporação do Sucesso

Mesmo tendo frequentado por algum tempo ou quase nenhum uma escola, os adultos que conseguem ultrapassar obstáculos como a falta de motivação e o cansaço físico após um dia inteiro de trabalho, quando retornam a ela, encontram por muitas vezes, as mesmas dificuldades que os fizeram desistir quando crianças ou adolescentes. Regina Hara nos fala sobre a incorporação do fracasso em seu texto: Alfabetização de adultos: ainda um desafio. Este termo refere-se à situação em que muitos alunos adultos encontram-se quando não acreditam nas suas possibilidades de aprender a ler e escrever, quando eles próprios tratam-se como 'burros', 'cabeça-dura' e outros adjetivos nada animadores. É neste momento que entra em cena o papel principal do professor na sala de aula, que deve ser o de despertar em cada aluno aquilo que ele já sabe e domina, valorizando suas habilidades no trabalho, no lar e na comunidade. Conhecer verdadeiramente este ser humano, suas idéias, ansiedades e objetivos, problematizar a realidade em que vivemos no intuito de transformá-la para o bem comum, é tarefa do educador crítico. Já que todos nós somos atores no palco da vida, que sejamos então, alunos e professores, protagonistas de nossa própria história, incorporando então o sucesso na construção do conhecimento.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Letramento & Alfabetização

Letramento significa muito mais do que alfabetizar mecanimente uma criança ou adulto, ler e interpretar textos sem nenhuma ligação com o interesse e a realidade dos alunos só os faz estudarem para “ganhar” notas. Perceber a diferença entre os diversos textos a sua disposição na rua, na mídia e utilizar a informação que cada um oferece é tarefa quase impossível para quem não sabe ler. Entretanto estas pessoas ditas “analfabetas” têm um conhecimento de mundo, onde fazem a leitura de tudo que veem, alguns não conseguem ler o nome do ônibus que o leva para casa, mas são capazes de analisar criticamente as propagandas de televisão. Na EJA mais do que nunca, a escola e os professores devem estar atentos para este conhecimento que vem da experiência e da vivência do grupo, para a partir desta bagagem trazida na fala de cada aluno, levá-los a perceberem a importância e as funções da língua escrita para sua vida escolar e na sociedade.

domingo, 6 de setembro de 2009

Jan Amos Komensky - Comenius (28/03/1592 - 15/11/1670)

O filósofo tcheco Comênio é reconhecido hoje como o pai da Didática Moderna, pois em pleno século XVII questionava a educação da época e defendia o ensino de tudo para todos, desde as meninas até os portadores de necessidades educacionais especiais, até então completamente a margem da escola, da educação. Em sua obra mais importante - Didactica Magna - tem início a Pedagogia, nela ele explica suas teorias sobre Didática e a prática ideal para a sala de aula, o ensino seria pensado de acordo com os interesses dos alunos e as aulas imitariam os processos da natureza, todos os seres humanos deveriam buscar a sabedoria, a moral e a perfeição. A profissão de Professor deixaria de ser vista como missão, passando a receber remuneração justa e adequada. Foi também o primeiro estudioso da educação a respeitar a inteligência e os sentimentos das crianças, num tempo em que a educação era baseada em castigos físicos. João Luiz Gasparin diz: "Comênio queria mudar a escola com a didática e a sociedade com a educação". A teoria de Comênio ainda é muito atual e fundamenta várias de nossas práticas escolares diárias, vemos a presença de suas ideias quando em nossas reuniões pedagógicas falamos em aprender brincando e numa aprendizagem baseada na realidade dos alunos.

"Age idiotamente aquele que pretende ensinar aos alunos não quanto eles podem aprender, mas quanto ele próprio deseja".

sábado, 29 de agosto de 2009

Eixo VII - PEAD UFRGS, qual o significado disso?

Cinco novas interdisciplinas marcam este nosso 7º semestre de PEAD: DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO, EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL, LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS, LINGUAGEM E EDUCAÇÃO e SEMINÁRIO INTEGRADOR VII. Educação de Jovens e Adultos e Libras serão novidades para mim, não tenho quase nenhuma experiência nestas áreas. Didática, Planejamento, Avaliação e Linguagem fazem parte do cotidiano de todos nós professores e tenho certeza vão qualificar nossa prática diária. Ao mesmo tempo em que me sinto feliz por já estarmos nos encaminhando para os finalmentes do curso na UFRGS, fica uma pontinha de nostalgia também. No próximo eixo estaremos todos envolvidos com nossos estágios, pensando e escrevendo nosso TCC e faltará tempo para nos dedicarmos ao convívio com essas pessoas que fazem parte da nossa vida também - sim fazem parte - pois mesmo que estejamos fazendo um curso à distância, construímos vínculos com os colegas, tutores e professores, com alguns vínculos mais profundos, com outros menos, entretando com todos construímos uma caminhada verdadeira de batalhas e conquistas e isso é algo extremamante sifgnificativo para mim. Espero que neste semestre possamos cada vez mais estreitar esses laços tão valiosos, que nossas aprendizagens sejam sementes para futuros projetos, sonhos e realizações tanto profissionais como pessoais. Desejo que ao terminarmos nossa trajetória acadêmica na universidade possamos nos alegrar e compartilhar com nossos 'amigoscolegas' nossas vitórias e conquistas nas escolas em que trabalhamos, na educação, na carreira do magistério... ao mesmo tempo tão dura e tão mágica.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

EPNEE's

Segue o link do meu Dossiê de Inclusão onde relato minhas aprendizagens deste semestre, relativas a interdisciplina: Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais. Eixo VI - PEAD.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Questões Étnico-racias na Sala de Aula

Abordar a temática étnico-racial exige um trabalho cuidadoso de todos nós professores, após a análise das entrevistas com meus alunos percebi que tenho muito pouco conhecimento sobre o racismo e seus efeitos. Entretanto não podemos mais deixar de falar sobre questões étnico-raciais com crianças e adolescentes. Problematizar este assunto é fundamental para a qualificação das relações dentro da escola. Presenciamos preconceitos das mais variadas espécies – raça, cor, classe social e outras características físicas – e não podemos mais fechar os olhos, nossas crianças ainda não conseguem perceber que um xingamento fere e magoa, afetando a dignidade do outro, rever nossos conceitos é urgente. A Lei Federal 10.639/03 – que institui o ensino de História e Cultura da África e das Populações Negras Brasileiras na grade curricular do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas de todo o país – precisou estabelecer-se, forçando assim uma reflexão sobre práticas consolidadas e aceitas como normais. Cabe agora a nós professores, levarmos a discussão sobre a diversidade racial para a sala de aula, juntamente com os problemas sociais e suas consequências para toda a sociedade.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mapa Conceitual


Ontem na aula presencial de Psicologia produzimos um mapa conceitual sobre os Estádios do Desenvolvimento, segundo a teoria Epistemologia Genética. Já fizemos mapas conceituais em outras interdisciplinas usando o software CMap Tools, mas sempre individualmente e a distância. Desta vez a profª. Tânia nos desafiou a construí-lo em grupos. Nossas discussões em grupo giraram em torno de como apresentar tantos conceitos importantes, na verdade nós queríamos mesmo fazer um mapa completo, sem omitir nenhum dos conceitos da referida teoria. Entretanto tivemos que optar pelos mais significativos para as componentes do grupo ou não realizaríamos a atividade em tempo hábil. Acredito que todas ficamos satisfeitas com o resultado do trabalho e das novas aprendizagens, tanto a respeito da Epistemologia Genética quanto da utilização da ferramenta Mapa Conceitual na educação.

sábado, 30 de maio de 2009

“Como você se sente como aluno(a) negro(a) nesta escola?”

Escolhi para entrevistar alguns alunos do Curso Técnico em Administração, no qual leciono a disciplina de Informática. Confesso que tive dificuldade em abordar o assunto diretamente, então coloquei a questão no papel e para cada aluno que a entregava expliquei que precisava de ajuda para realizar um trabalho da faculdade sobre questões étnico-raciais na escola atualmente. Os quatro alunos que responderam as perguntas têm entre 17 e 20 anos.

Respostas:

1) Me sinto feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por estar num curso técnico e ser negra. Triste porque muito poucos negros entram no técnico e menos ainda numa faculdade. Mas com fé, esforço e dedicação buscaremos nosso lugar na sociedade e mostraremos que somos capazes de estudar e ser aprovados sem as cotas.

2) Me sinto bem na maior parte do tempo, sou olhada e admirada pela maioria das pessoas. Mas sinto que às vezes sou julgada pela minha cor, já fui discriminada várias vezes nesta minha vida. Sempre que alguma coisa desaparece na sala de aula, como aconteceu com o celular da Júlia em março, sinto que as pessoas desconfiam de mim em primeiro lugar, depois quando aparece o culpado elas ficam com cara de bobas porque não era um negro.

3) Hoje sou mais tranqüilo quanto aos apelidos e até ofensas que escuto, mas sofri bastante quando era criança, brigava muito na escola e batia em todo mundo que falasse da minha cor, do meu nariz ou do meu cabelo, eu não me aceitava muito bem sabe? Sempre tem aqueles colegas de aula que se acham melhores que os outros, os brancos acham que são melhores só por causa da cor da pele, quero ver se algum deles me ganha na capoeira. Eu quero respeito em todo lugar que eu vá.

4) Muito bem! Mas acredito que sou respeitada porque sou estudiosa e só tiro notas boas, não pela minha cor. Não me sinto ofendida se alguém me chama de negra, é a minha cor e tenho orgulho disso. Discriminação eu já senti quando eu era bem pequena e um coleguinha de aula me chamou de negra suja e fedorenta, isso era uma mentira e me magoou muito, até hoje não esqueci aquelas palavras. É muito duro ouvir coisas mentirosas a seu respeito e isso dói em pessoas negras, brancas ou índias. Qualquer pessoa que tenha sentimento devia pensar bem antes de julgar as outras só pela sua aparência.
Dar voz e vez aos alunos, prestar atenção quando colocam seus sentimentos de alegria, de mágoa e de superação foi um momento de exercitar a escuta para mim, de me dar conta da minha ignorância. Habituada a prestar atenção no aprendizado do aluno, se ele está aproveitando o que ensino, utilizando para seu crescimento pessoal e profissional; perdida na correria do dia a dia, às vezes não percebo as individualidades dos alunos, seus valores, sonhos e expectativas. E num movimento simples como este, concluo que preciso aprofundar meus conhecimentos sobre a história e a cultura dos africanos e afro-descendentes, só assim poderei combater a discriminação e o preconceito em sala de aula, buscando a conscientização de que as diferenças enriquecem a vida e qualificam nossas relações em sociedade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Animais Híbridos

Hibridação é o processo de reprodução entre dois animais de espécies diferentes, quando isso for possível. Às espécies geradas através da hibridização, damos o nome de mestiços, ou simplesmente, animais híbridos. Um exemplo bastante simples de animal híbrido é o caso do burro ou da mula, resultante do cruzamento da égua (Equus caballus) e do jumento (Equus asinus). O fenômeno foi estudado pela primeira vez em plantas, no século XVIII, por Kolreuter. Todos os animais híbridos são estéreis. Essa esterilidade ocorre devido a problemas cromossômicos no processo de meiose, assim, as células desses animais vão possuir um número híbrido de cromossomos que terão dificuldades em formar pareamento. Entre outros exemplos de animais híbridos podemos citar os ligres, animais resultantes do cruzamento entre um leão e uma tigresa; e as zéguas, resultantes do cruzamento entre uma égua e uma zebra. Através de técnicas de engenharia genética, é relativamente fácil criar embriões de animais híbridos em laboratório, porém, novas pesquisas afirmam que o processo de hibridação pode ocorrer de forma natural e espontânea na própria natureza, como no caso dos ursos pinzentos, cruzamento de ursos polares e cinzentos. Geralmente, surgem novas espécies de animais híbridos na natureza quando alguns animais passam a ter comportamentos diferentes, se isolando do restante do grupo. Além disso, devido à variabilidade genética, alguns animais podem apresentar cores e algumas pequenas diferenças em relação à maioria, os tornando atrativos sexualmente para espécies diferentes da sua. Devido ao aquecimento global, muitos cientistas acreditam que a hibridação será um processo evolutivo que acontecerá em larga escala. Assim, o ser humano passa a acelerar o processo de hibridação através da destruição de alguns habitats, criação de outros; extinção de espécies, poluição, destruição de cadeias alimentares, etc, forçando as espécies a se adaptarem biológica e geneticamente a essas condições, colocando em risco, a diversidade das espécies e o equilíbrio biológico.
Fonte: http://www.brasilescola.com/biologia/animais-hibridos.htm

quarta-feira, 13 de maio de 2009

II Aula Presencial de PSICOLOGIA

A Prof.ª Tânia consegue fazer com que o grupo se concentre de verdade, mesmo com chuva torrencial tivemos uma ótima participação na aula e eu não arredei o pé até que ela deu a aula por encerrada. O Marcelo e a Andréa - os mais lindos! - se propuseram a apresentar os resultados da aplicação das Provas do Método Clínico de Jean Piaget que relizaram num grupo de alunos da turma de Marcelo. Corajosos eles! Raquel e eu ficamos torcendo para que houvessem voluntários e a Prof.ª não tivesse que sortear algum grupo para apresentar-se, vai que nos sorteasse!?!?!... Foi bem interessante a explicação dos colegas, pois percebemos onde precisamos melhorar e os nossos acertos também, simmmmmmmm... houveram alguns! Fiquei pensando que quero realizar outras provas, diferentes desta primeira e já imaginei algumas intervenções que acredito serão mais válidas, pois eu estava muito apreensiva naquele momento e não consegui agir de maneira adequada e satisfatória. A Prof.ª Tânia conduziu algumas provas, primeiro com a colega Carla e depois com a filhinha da Zilma, para que pudéssemos observar onde e quando fazer as intervenções sugeridas. Estou ansiosa pra testar de novo, a mim mesma, claro! Pois as crianças deram um baile nas Professoras de primeira viagem no Método Clínico.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Diversidade

Proporcionar momentos de reflexão em que os alunos possam expressar seus sentimentos, pensamentos e vivências sobre Diversidade é função do professor. Entretanto a escola também precisa comprometer-se, repensando o seu projeto político pedagógico, transformando atividades padronizadas em atividades significativas, revendo a intencionalidade de práticas que acabam por homogeneizar os alunos. Respeitar o ritmo, o tempo de cada um, suas experiências anteriores a escola é fundamental quando se tem por princípio respeitar as diferenças entre as pessoas.

sábado, 9 de maio de 2009

Método Clínico - Jean Piaget

Aplicamos ontem, Raquel e eu, a prova Conservação do Número do Método Clínico de Jean Piaget, na aluna Juliana (7a). Foi uma esperiência extremamente válida, pois percebemos, depois da análise da prova, que precisamos de mais subsídios teóricos para podermos afirmar que somos boas aplicadoras do Método Clínico de Jean Piaget. A menina observou atentamente todas as nossas ações e em quase todas as perguntas respondeu com segurança e corretamente, explicava seu raciocínio gesticulando e mudando as pecinhas de lugar, estava dando uma aula para as duas professoras ali boquiabertas. Algumas vezes se confundia, entretanto rapidamente corrigia seu engano. Segundo os estágios de desenvolvimento de Jean Piaget, Juliana encontra-se no estágio Operatório-concreto, já tem noções de tempo, espaço e ordem dos objetos, abstrai e relaciona ações que realiza e consegue utilizá-las na atividade que se segue e, entende o princípio da reversibilidade. Em alguns momentos se confunde, pois ainda depende do mundo concreto para abstrair.

Clube do Imperador



"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre."
(Aristófanes)

Ontem assisti Clube do Imperador de Michael Hoffman. Em várias cenas do filme o Professor William Hundert (Kevin Kline) se depara com dilemas morais que permeiam a atividade docente, em qualquer época ou sociedade. Em determinado momento o Professor está corrigindo os testes da última etapa do concurso que realiza anualmente, quando constata que o aluno Sedgewick Bell (Emile Hirsch) - aluno este que estava incentivando a uma mudança de postura frente a educação e a vida - alcançou somente a quarta colocação, ficando fora do concurso. Numa tentativa absurda de dar uma chance a seu pupilo, o Professor então altera a pontuação e lhe dá o terceiro lugar. Ao tomar esta decisão o professor coloca em cheque alguns de seus princípios morais, os quais pratica e defende em aula perante seus alunos, como por exemplo, a confiança, a honestidade, a justiça e a verdade. Em nenhum momento concordo com a atitude do Professor William Hundert, pois o que ele fez não foi moralmente correto, mesmo com todas as suas boas intenções.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Avaliação dos PA's

Construímos um Projeto de Aprendizagem (PA) em grupo no semestre 2008/2. A princípio ficamos muito perdidas e não sabíamos exatamente que rumo tomar na realização desta proposta de trabalho. Após nos dividirmos em grupos e escolhermos os assuntos começamos a alinhavar nossas dúvidas e certezas sobre cada tema. O trabalho desenrolou-se durante todo o semestre com a observação e aprovação dos professores e tutoras que nos acompanharam. No início deste semestre nossos PA's foram desconstruídos, e logo após formos convocadas a fazer uma avaliação do trabalho de determinado grupo, para isso deveríamos seguir um roteiro sugerido pelos professores. Sinto que após a aula em que fomos questionadas sobre cada item dos PA's e mesmo após a avaliação que realizei do grupo peadcomportamento, consegui perceber que é necesessário ainda muito estudo e trabalho para obtermos êxito nesta atividade. Mas a dúvida persiste, como realizar um PA em sala de aula? Existe um modelo a ser seguido? Existem experiências de sucesso que poderiam nos ser apresentadas?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos



Acima algumas fotos da aula presencial de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, onde a Profª Tania Marques proprôs a dramatização de uma situação em sala de aula, mostrando a importância de colocar em dúvida as certezas que as crianças ou adultos têm. Entrar em conflito, discutir e re-estruturar nossos pensamentos, provocando processos de assimilação e acomodação, com certeza nos levará a construção de novos conhecimentos. Jean piaget afirma em sua teoria, chamada Epistemologia Genética, que o conhecimento é construído pelo sujeito através de suas ações sobre o objeto de estudo, e também por meio das relações que faz com o que já sabe e o conhecimento novo que lhe é apresentado. É importante que tenhamos claro qual epistemologia sustenta o modelo pedagógico que aplicamos em sala de aula em nosso cotidiano, e ter presente que esta está diretamente ligada a que tipo de cidadão e sociedade desejamos ajudar a formar.

domingo, 5 de abril de 2009

Educação Inclusiva

A necessidade de se construir uma sociedade mais justa, ética e solidária me parece ser o mote principal para a adoção de Políticas Inclusivas na Educação atualmente. Foi necessária a promulgação de uma lei para que o conceito de Educação especial fosse revisto e redimensionado, desde 1996 com a LDBEN a educação brasileira tem sido desafiada a quebrar velhos paradigmas e práticas excludentes. Entretanto, não será por meio de leis que a Educação Inclusiva será efetivada dentro de nossas escolas, é necessário que a escola e os professores estejam preparados e dispostos a trabalhar com os alunos portadores de NEEs. Nós educadoras, não tivemos nenhum tipo de formação neste sentido no magistério, e hoje nos vemos em meio a uma turma de trinta ou mais alunos, com duas ou três crianças especiais. Com certeza queremos ensinar a todas, independente de suas diferenças ou características individuais, mas às vezes estamos com mãos e pés atados, sem apoio das secretarias e governos, que ainda pouco têm feito para dar suporte e estrutura para a escola receber estes alunos. Além da boa vontade das escolas e professores ,será necessário um maior compromisso político dos nossos governantes para que a Educação Inclusiva seja verdadeiramente efetivada em nossa sociedade.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Argumentar é ter a intenção de convencer ou justificar.”

Qual o real significado desta frase? Cada um de nós pode interpretá-la a sua maneira, de acordo com suas crenças e valores. Filosofia é realmente uma área muito interessante, mas quem é que pode afirmar qual a resposta correta de uma questão filosófica? Segundo Houaiss, argumentar significa apresentar fatos, razões, provas contra ou a favor (de algo). Partindo deste conceito um argumento pode ser usado também para manipular fatos e opiniões, assim como faz a mídia com os desavisados. Para não sermos alvos de pessoas que usam a argumentação com objetivos obscuros precisamos analisar cada fala criticamente, ou seja, é necessário duvidar, pensar a partir de nossas próprias experiências, pesquisar e ouvir outras posições e só então elaborarmos nosos próprios argumentos. Acho que estou filosofando demais!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Questões Étnico-raciais na Escola

Buscar compreender a própria história, a cultura e quem são nossos ancestrais, são elementos fundamentais para entender a diversidade de etnias que existem em nosso país, estado e município. A escola deve ser o elo entre as diferenças existentes na comunidade e assim trabalhar no intuito de sensibilizar os grupos que convivem neste mesmo espaço social. Se a escola não fizer este movimento, as questões étnicos-raciais que pouco são divulgadas pela mídia ficarão cada vez mais longe do cotidiano de nosso aluno e de nós mesmos professores. Todas estas questões étnico-raciais perpassam os conteúdos escolares, e são mais urgentes do que eles na medida em que vemos notícias cada vez mais preocupantes sobre racismo, intolerância com o diferente seja ele índio, negro ou idoso. É papel do professor promover discussões com o objetivo de demonstrar que somos todos iguais, independente de nossa origem étnica. Este é o caminho para a construção de um novo modelo de convivência, livre de qualquer tipo de discriminação e preconceito.

quinta-feira, 19 de março de 2009

1ª Aula Presencial - Seminário Integrador VI

Ontem na aula presencial nossa nova professora/coordenadora Marie Jane disse a que veio! Veio nos desacomodar, mexer com o que está posto como certo no PEAD. Ao chamar dois grupos para juntos discutirmos a execução dos Projetos de Aprendizagens no semestre passado - projetos estes que vão se estender em 2009 - a professora simplesmente 'desconstruiu' tudo que estava ali na frente de nossos olhos, questionou, apontou e criticou cada item dos PA's. Consigo perceber que toda discussão foi com o objetivo de provocar um novo olhar sobre o que realizamos semestre passado, mas foi muito difícil ouvir todas as colocações da professora, as colegas que expuseram seu trabalhos ficaram se defendendo, como se tivessem cometido um erro fatal, sem conserto, foi um momento bem angustiante. Acredito que ela desejava mostrar que podemos fazer mais e melhor a partir desta experiência. Depois de toda a exposição dos PA's e do dissecamento dos mesmos pela professora, voltei para casa pensando sobre o assunto. Ficou claro pra mim que realizamos um trabalho pobre, muito aquém das nossas possibilidades.