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sábado, 10 de maio de 2008

Diferentes olhares e percepções

Cada um de nós tem diferentes percepções sobre um mesmo objeto ou fato, isto se deve principalmente, a construção de significados, que é um processo individual e muito particular, pois passamos por diversas experiências em cada fase da vida.
O professor em uma sala de aula, normamente as voltas com mais ou menos 30 alunos, tem o desafio de lidar com estas diferenças e, mais ainda, de policiar-se para não impor suas idéias e crenças.
Vemos hoje a preocupação em vencer o programa de conteúdos estipulados para cada série, em preparar para o vestibular, para o trabalho, para a sociedade, para a vida. Mas, quando é a vida? Quando é este momento em que estamos preparados para algo? Se a todo momento tudo muda, tudo se transforma!
Dar voz ao aluno, escutar suas idéias e dúvidas, acolher opiniões e ansiedades, me parece ser o caminho mais coerente a seguir, possibilitar assim ao aluno o estabelecimento de novas relações consigo mesmo, com o outro e com o conhecimento, buscando garantir uma aprendizagem mais significativa em sala de aula.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Construção do Conhecimento - PASSADO ou PRESENTE?

Tornar a aprendizagem significativa para crianças, jovens e adultos no cotidiano da escola, é hoje o maior desafio para nós professores. Para evitar a pergunta "-Professora, por que eu preciso aprender isso?", ainda será necessário percorrer um longo caminho, talvez um caminho de volta, o caminho da desfragmentação do conhecimento.
Uma metodologia de contrução do conhecimento, que rompa com práticas onde cada conteúdo deve estar na sua gavetinha certa e é imediatamente esquecido quando abrimos a gavetinha ao lado; que vise a a formação integral do aluno nos remete a Educação na Grécia Antiga, que buscava o desenvolvimento do ser humano em sua totalidade e a união entre o corpo e a alma. A família oferecia orientação elementar e pagava um professor particular para ensinar seu filho. A disciplina era extremamante dura, os alunos recebiam punições severas ao cometerem qualquer erro, mas, o caráter da escolaridade era democrático e unificava todos os conhecimentos, dando ênfase ao esporte.
Olhar com atenção o passado da Educação em diferentes épocas e civilizações, pode nos sugerir, no mínimo, um questionamento do que está dado hoje como certo e, que na realidade está simplesmente consolidando um modelo de Educação cada vez mais excludente.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Atividade com Alunos 8ª série

Apliquei a atividade em um grupo de 5 alunos da 8ª série da escola em que trabalho. Distribuí a folha e pedi que lessem as palavras e pensassem no significado de cada uma delas antes de começar a desenhar. Perguntei se estes elementos faziam parte da natureza, todos concordaram que sim, rapidamente os alunos concluíram o trabalho e partimos para a discussão. Grande parte dos desenhos eram iguais ou muito semelhantes uns aos outros, na conclusão deles isto se deve ao fato das palavras serem comuns, por isso não tiveram dificuldades em desenhar: árvore, estrada, pé, coração e nuvem. Questionei se o desenho de coração representava o órgão que é vital para o ser humano. Uma das meninas nos disse que nunca havia visto uma figura de coração até chegar na 7ª série e vê-lo no livro de Ciências. Ao representarem luz, saudade, força eles foram bem mais criativos; apareceram imagens de sol, lâmpada, distância, carta, lágrima, cavalo, halterofilista e a bandeira dos EUA. Todos se espantaram com a diferença nas representações destas últimas palavras, disseram que nunca haviam pensado em desenhar saudade ou força, o menino que desenhou a bandeira teve que explicar aos outros que acha que o povo americano é a nação que tem mais força no mundo hoje em dia, devido ao desenvolvimento do país. Depois da discussão todos concordamos que o modo como cada um vê determinado objeto e sua interpretação da natureza é uma coisa muito pessoal, que alguns acreditam em diferentes idéias, mas, não devemos nos deixar manipular pelos meios de comunicação achando que tudo é uma verdade absoluta, pois as coisas mudam, a todo momento novas descobertas são feitas e devemos aprender com isso para preservarmos a natureza e a própria vida do ser humano no planeta.

domingo, 13 de abril de 2008

Reflexão - Concepções de Natureza

Na aula presencial de Ciências realizamos um exercício que tinha o objetivo de analisarmos as representações de natureza que temos internalizadas desde a infância. Pra mim foi muito difícil desenhar ácido e micróbio, fiquei alguns minutos quebrando a cabeça, sem saber o que fazer, também nunca tinha desenhado força e energia. Além do fato de não saber desenhar, acredito que estes conceitos sejam muito pouco trabalhados em sala de aula, não são imagens que temos gravadas no subconsciente, ao contrário das outras. Comparando as representações da turma, observei que os desenhos mais semelhantes foram: árvore, estrada, planeta, coração e água. Acredito que representamos estas palavras com desenhos que nos remetem à infância, pois são imagens que aprendemos quando recebíamos folhas mimeografadas para colorir, ficando assim registradas em nossa memória. As representações mais diferentes foram das palavras: força e saudade. Penso que pelo fato de serem conceitos subjetivos e cada um de nós interpreta de forma pessoal.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Representação do Mundo pelas Ciências & Estudos Sociais

CIÊNCIAS

Espaço, tempo, vida, natureza, universo, descobertas científicas... são apenas alguns dos temas que provocarão discussões e novas aprendizagens desta interdisciplina neste semestre. A profª Silvia Cramer nos desafiou a desenhar na primeira aula, desenhei coisas que jamais havia pensado colocar no papel, desde ácido, saudade, força, raiva e energia. Algumas destas imagens foram realmente muito difíceis de representar, várias colegas tiveram as mesmas dificuldades, percebi que temos uma imagem pré-definida das coisas mais abstratas, uma espécie de senso comum visual e imaginário, e quando é necessário colocar no papel parece que falta algo. Provocar o questionamento de tudo que é óbvio em nosso cotidiano me parece ser o objetivo desta interdisciplina.

ESTUDOS SOCIAIS

Tudo que nos cerca faz parte do ensino de Estudos Sociais, cabe a nós professores fazermos o link com as demais áreas do conhecimento. Então, vamos lá... buscar novas informações, estudar, planejar e abordar com os alunos assuntos todos os temas possíveis! A realidade em que estamos inseridos, as diferenças sociais, as experiências dos mais velhos, os sonhos dos jovens, são algumas idéias a serem exploradas em sala de aula, que poderão apontar caminhos para a construção da cidadania de cada um de nós. Nesta primeira aula, a Profª Simone Valdete mostrou-nos que podemos enriquecer o trabalho nesta área com a nossa própria história de vida e dos alunos também.