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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Construção do Conhecimento - PASSADO ou PRESENTE?

Tornar a aprendizagem significativa para crianças, jovens e adultos no cotidiano da escola, é hoje o maior desafio para nós professores. Para evitar a pergunta "-Professora, por que eu preciso aprender isso?", ainda será necessário percorrer um longo caminho, talvez um caminho de volta, o caminho da desfragmentação do conhecimento.
Uma metodologia de contrução do conhecimento, que rompa com práticas onde cada conteúdo deve estar na sua gavetinha certa e é imediatamente esquecido quando abrimos a gavetinha ao lado; que vise a a formação integral do aluno nos remete a Educação na Grécia Antiga, que buscava o desenvolvimento do ser humano em sua totalidade e a união entre o corpo e a alma. A família oferecia orientação elementar e pagava um professor particular para ensinar seu filho. A disciplina era extremamante dura, os alunos recebiam punições severas ao cometerem qualquer erro, mas, o caráter da escolaridade era democrático e unificava todos os conhecimentos, dando ênfase ao esporte.
Olhar com atenção o passado da Educação em diferentes épocas e civilizações, pode nos sugerir, no mínimo, um questionamento do que está dado hoje como certo e, que na realidade está simplesmente consolidando um modelo de Educação cada vez mais excludente.

domingo, 9 de dezembro de 2007

MPB para crianças

Foi difícil escolher qual parte do livro 'Histórias da música popular brasileira para crianças' de Simone Cit, iríamos usar na atividade sobre MPB com os alunos. O material é muito rico e nos abre várias possibilidades de trabalhar em sala de aula. Desenvolvemos o nosso planejamento à distância, usando msn e email. Patrícia executou as atividades com sua turma na EMEF José Grimberg em São Leopoldo. Pensamos em apresentar aos alunos a vida e a obra de um compositor da MPB, ouvir e cantar músicas de sua autoria, explorar a melodia, a entonação e o ritmo através exercícios. Escolhemos 'O Natal do valente Assis' para aproveitarmos a época: dezembro, Natal, férias... As crianças gostaram bastante da história e ficaram impressionadas com o suicídio do artista. Muitos não imaginavam que uma pessoa que faz sucesso e tem reconhecimento possa passar dificuldades e pense em se matar. Como o grupo gosta muito de cantar e dançar, a atividade foi bem agradável e todos participaram ativamente, executaram o exercício dos passos seguindo o ritmo. Apresentaram suas versões para a música Boas Festas, mudaram o ritmo e a entonação conforme seus gostos, fazendo um novo arranjo para a música trabalhada. Quando propomos que desenhassem seus sonhos para este Natal, alguns nos surpreenderam demonstrando que realmente necessitam de suas famílias é muito mais que presentes materiais, desejam atenção, carinho, amor e paz em seus lares.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Contação de Histórias

Ontem foi nossa aula de Literatura, a prova de fogo da Contação de Histórias, depois de todo material teórico que estudamos chegou a hora de aplicá-lo. Desta vez o público não era infantil, eram nossas colegas de PEAD e a professora! Foi uma noite muito rica, cheia de aprendizagens para mim, não tenho grandes pudores de me expôr em público, mas confesso que gelei e esqueci algumas falas de nervosismo. Mais do que apresentação de um trabalho de Literatura, foi uma performance teatral que vimos ali, dentre os diversos grupos que se apresentaram, tiveram alguns que apresentaram grandes produções, com cenário e figurino dignos de um Teatro (prédio) de verdade. Nosso grupo contou a história Uni Duni Tê de Angela Lago, sugestão da colega Marta, que já havia usado o livro com sua turma. O texto explora as rodas cantadas em sala de aula, portanto além de Literatura e Teatro usamos Música também. Como na história existem inúmeros personagens das cantigas mais conhecidas por nós, houve espaço para que todas as dez componentes do grupo pudessem interagir na contação. Olhando agora, depois de passado o nervosismo, acredito que nossa apresentação ficou bem boa, todas se dedicaram bastante, ensaiamos e principalmente, estávamos muito dispostas a aprender e acertar.

domingo, 18 de novembro de 2007

Música & Aprendizagem

Dia 14nov07 tivemos mais uma aula presencial de Música. A professora nos fez sacudir os esqueletos... exploramos diversos ritmos, melodias e passos. De lá para cá fiquei refletindo em como os conceitos trabalhados nas aulas podem modificar minha prática, meu modo de pensar a aprendizagem através da música. Sempre vi a música como um grande gancho para levar os alunos a construírem novos conhecimentos, mas pensava somente em relação a letra. Nunca havia olhado com atenção tudo que está ali presente naquele momento, como os sons dos instrumentos, o ritmo e os tons de voz. Preocupei-me em levar aos alunos música de qualidade, de diversas culturas e estilos, sempre com o intuito de explorar a letra, ignorando todo o universo rico que a cerca. Aprendi que podemos e devemos explorar a música na sua totalidade, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo do alunos. Vejo que aí se abriu um campo totalmente novo a ser explorado por mim, que virá a acrescentar a minha prática quando retornar a sala de aula. Claro que terei que pesquisar muito ainda e construir novas competências no diz respeito a conhecimentos musicais, preciso me aprofundar nesta área.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Cultura Musical do Professor

Usei música em sala de aula por inúmeras vezes, mas nunca refleti profundamente a respeito! Colocava tudo que os alunos traziam: cd's da Xuxa, Pagode, Funk, Sertanejo, Rebeldes, entre outros tantos estilos de gosto duvidoso. Contribuía também com minhas preferências (pop, rock, new age, etc), mas sempre com o intuito de 'ensinar' ou 'habituar' as crianças a ouvirem outro tipo de música, vendo o gosto deles com um certo preconceito, confesso! Lembro de construir com as crianças na pré-escola algumas paródias, com o objetivo de fixar os conteúdos estudados (início dos anos 90).
Hoje vejo que somos todos influenciados pela mídia, que com o objetivo de obter cada vez maiores lucros, despeja todo e qualquer tipo de música, com letras recheadas de termos pejorativos e melodias pobres, e estas mesmas músicas são repetidas diariamente nas mais diversas rádios fazendo-nos acreditar que gostamos daquilo e comprar os discos.
Percebi também que este não é um fenômeno atual, que sempre foi assim, a indústria fonográfica usa as rádios para entupir nossos ouvidos e mentes de tudo que eles acreditam que vai render mais e mais cifras. A música, culturalmente falando, o valor artístico da música fica em último plano nesta guerra por dinheiro entre as grandes indústrias.
Quem paga por isso? - Todos nós, claro! Pois acabamos consumindo um monte de porcaria que vem de outros estados, de outros países e deixamos de valorizar, muitas vezes, as coisas boas que estão produzindo a nossa volta. Nosso gosto acaba sendo influenciado por tudo que vemos na televisão e ouvimos no rádio, não refletimos sobre a qualidade, nem questionamos se é isso mesmo que consideramos bom, simplesmente absorvemos tudo!
Cabe a nós professores, respeitando o gosto musical de nossos alunos, apresentá-los aos mais variados estilos existentes, a descobrir novas letras, ritmos de outros estados e da nossa própria região, melodias mais ricas e apuradas, mas, para isso é necessário que nós professores, busquemos um embasamento teórico consistente, que também escutemos música de qualidade, frequentemos teatro, museus, exposições, enfim, ao enriquecermos nosso universo cultural poderemos contribuir efetivamente para o crescimento de nossos alunos.