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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Construção do Conhecimento - PASSADO ou PRESENTE?

Tornar a aprendizagem significativa para crianças, jovens e adultos no cotidiano da escola, é hoje o maior desafio para nós professores. Para evitar a pergunta "-Professora, por que eu preciso aprender isso?", ainda será necessário percorrer um longo caminho, talvez um caminho de volta, o caminho da desfragmentação do conhecimento.
Uma metodologia de contrução do conhecimento, que rompa com práticas onde cada conteúdo deve estar na sua gavetinha certa e é imediatamente esquecido quando abrimos a gavetinha ao lado; que vise a a formação integral do aluno nos remete a Educação na Grécia Antiga, que buscava o desenvolvimento do ser humano em sua totalidade e a união entre o corpo e a alma. A família oferecia orientação elementar e pagava um professor particular para ensinar seu filho. A disciplina era extremamante dura, os alunos recebiam punições severas ao cometerem qualquer erro, mas, o caráter da escolaridade era democrático e unificava todos os conhecimentos, dando ênfase ao esporte.
Olhar com atenção o passado da Educação em diferentes épocas e civilizações, pode nos sugerir, no mínimo, um questionamento do que está dado hoje como certo e, que na realidade está simplesmente consolidando um modelo de Educação cada vez mais excludente.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Trabalho em grupo à distância

Isto me parecia uma idéia completamente impossível, inviável, absurda... Mas não é que conseguimos! Este foi um verdadeiro desafio para mim este semestre no PEAD. Sempre tive dificuldade de trabalhar em grupo, gosto de ficar dando muitas opiniões, fazendo questionamentos e vou mudando de idéia muito rapidamente no decorrer do trabalho e, algumas pessoas não aceitam isto muito bem. Então sempre que pude, preferi fazer as coisas do meu jeito e sozinha, desde quando era estudante e mesmo quando estava na escola. Sei que esta é uma postura individualista, não muito coerente com minha profissão, mas, enfim, desta vez foi tudo bem diferente. Começamos a pensar o projeto de Artes a partir da dificuldade da colega Ivanize em sua escola, que está inserida numa comunidade bastante carente, mas que participa e aproveita o espaço escolar. A colega Marta sugeriu a idéia de vincularmos nosso projeto às obras da artista Laura Belém que vimos na visita à Bienal. Pensamos então em propor aos alunos uma intervenção no ambiente escolar, iniciamos com uma pesquisa sobre a história do bairro com os moradores da comunidade, planejamos recolher fotos antigas e fotografar os espaços atuais, pensando em como poderíamos usar isto para modificar algo na escola. O resultado foi um projeto grandioso - a meu ver - no entanto, possível de ser executado na escola, pois todas as propostas são viáveis, talvez o custo seja um pouco alto, mas, com boa vontade é possível conseguir os recursos necessários para colocá-lo em prática.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

6ª Bienal do Mercosul

No dia 10nov07 em que visitamos a 6ª Bienal do Mercosul observei a mim mesma enquanto apreciadora de Arte, tentei olhar com outros olhos que não os meus, isto parece impossível sei bem... Mas, em outros anos que visitei a Bienal não via muita Arte, não conseguia transpor meu pré-conceito de que artistas são Monet, Van Gogh, Kandinsky, Leonardo da Vinci e outros tantos gênios. Tentei me despir de todas estas pré-concepções e olhar as obras com um pensamento mais aberto, mais disposto a entender o novo. E consegui! Mesmo que timidamente apreciar aquelas maravilhas lá expostas.

O trabalho com massinha de modelar de Madalena Atria é incrivelmente belo, imaginei estar viajando pelas cores do arco-íris. Me levou a questionar se ela pintou ou esculpiu sua obra, fiquei em dúvida!

A instalação de Nelson Leirner é grandiosa, passou-me a idéia do consumismo absurdo em que vivemos, por que compramos tantos brinquedos para nossas crianças que simplesmente vão acumulando-os como que colecionadores de quinquilharias importadas?

A instalação de Waltercio Caldas é a mais curiosa aos meus olhos, fios pendurados teto abaixo. O artista quer nos mostrar a dimensão do espaço, seus desenhos na parede observados à distância ou os diversos ambientes que os fios podem produzir dentro daquela sala?

Saí de lá com a impressão de que a Arte está presente em nosso cotidiano e nem a percebemos, pois nem sempre estamos abertos para o diferente, o novo e inusitado!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Arte na Escola

Fiz algumas tentativas de trabalhar com Arte, numa perspectiva diferente, quando trabalhava no Laboratório de Informática (2003), fizemos um projeto em conjunto, as professoras de Arte, História e eu. A professora de Arte explorava vida e obra de diversos artistas brasileiros e estrangeiros, a professora de História contextualizava as obras em cada época histórica e, no LABIN os alunos faziam releituras das obras que mais lhe interessavam. Hoje, relembrando as atividades propostas e comparando a luz das leituras propostas aqui, vejo que o resultado era predominantemente de cópia do que leitura de imagens, interpretação e releitura. O maior desafio da Arte na escola para mim, é romper com o pensamento de que Matemática e Língua Portuguesa são as disciplinas de maior importância dentro do currículo, conquistando um espaço maior entre os professores, somente assim um novo horizonte poderá ser aberto e os professores poderão abandonar a folha mimeografada nas datas comemorativas, as técnicas artísticas e reproduções que tanto são usadas em sala de aula até hoje.