Ontem tivemos a apresentação dos Projetos Temáticos da interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta. Os temas foram bem variados. Partindo dos transtornos da idade adulta, como bipolaridade, síndrome do pânico, depressão e TOC, ouvimos pesquisas sobre o medo de envelhecer, o amor e a síndrome do ninho vazio. A TPM também foi um tema estudado, juntamente com os prazeres da vida adulta e a cultura de ter filhos. Os grupos foram bem criativos, teve teatro, slides em ppt e até depoimentos bem particulares, foi um momento emocionante, pois todos os assuntos dizem respeito a todos nós. Ninguém está livre de passar por uma dessas dificuldades e a informação pode ser decisiva na hora de uma necessidade. Era visível que todos os grupos dedicaram-se bastante às pesquisas e estavam bem envolvidos com a temática escolhida, cada um queria colocar suas experiências e ao mesmo tempo ouvir o que os colegas tinham para falar. Nosso grupo pesquisou sobre a cultura de ter filhos, o material pesquisado por nós foi tão rico que ao fazer a versão final da apresentação tive grande dificuldade em escolher o que deveria ser mostrado ou não, de um total de 21 slides fechamos em 10. Na hora da apresentação extrapolamos o tempo mínimo e no final tivemos que dar uma acelerada, pois além da história da maternidade através dos tempos e das discussões acaloradas sobre ter ou não ter filhos, tínhamos muitos dados estatísticos que ilustravam o tema. Apesar do tempo apertado, foi uma noite cheia de aprendizagens para todos nós.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A Cultura de ter Filhos
O Projeto Temático da interdisciplina Psicologia da Vida Adulta vai render boas discussões no grande grupo no dia da apresentação dos trabalhos. Quando tocamos num assunto tão particular cada pessoa reage de uma maneira, ao questionarmos a razão de ter ou não um filho ou mais de um filho muitas pessoas ficam melindradas em responder, pois é algo muito íntimo de cada um de nós, uma decisão muito particular. Pesquisas mostram que a taxa de fecundidade vem caindo a cada ano e isso vai levar a um envelhecimento da população brasileira, mas ainda vemos mulheres grávidas com mais três ou quatro crianças pela mão todos os dia na rua, nas sinaleiras ou no ônibus. Isso é algo que sempre me assusta e já fui condenada por essa idéia que tenho, acredito que nem toda mulher nasceu para ser mãe e nem todo homem nasceu para ser pai, não acho nenhum crime alguém decidir que não vai ter filhos, a vida é muito mais do que ter filhos e a eles se dedicar. E ninguém é mais ou melhor do que o outro pelo simples fato de ter uma prole. Na minha opinião esta é uma questão cultural, onde cada um deve decidir o que deseja para sua vida, pois um filho é para sempre!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
"Andragogia"
Aprendi um novo termo: Andragogia. Criado pelo norte-americano Malcolm Knowles significa A Arte e Ciência de Orientar Adultos a Aprender. Linderman, já em 1926 afirmava que "nós aprendemos aquilo que nós fazemos. A experiência é o livro-texto vivo do adulto aprendiz". Pesquisadores chegaram a conclusão que um aluno adulto guarda na memória somente 10% do que ouve depois de 72 horas, mas se ele realizar a atividade este índice sobre para 85%. Como já discutimos no fórum de Psicologia na idade adulta chegamos à independência, adquirimos mais experiência, já aprendemos com nossos erros e sabemos o que queremos para nossa vida, transformando assim nossa visão de aprendizagem. Percebo que o aluno adulto está mais disposto a aprender, tem uma motivação diferente da criança. Decide o que deseja aprender na prática de acordo com sua necessidade. Observo meus alunos de Informática no Curso Técnico de Administração, eles não têm paciência de ficar em uma sala de aula, copiando e estudando por 4 horas, vários já me confidenciaram e alguns já abandonaram o curso, pois não percebem sentido em aulas teóricas e maçantes que não acrescentam nada a seu aprendizado. Claro, que existem conceitos que devem ser aprendidos, no entanto, é papel do professor conduzir este aluno, tanto adulto como criança, a uma aprendizagem significativa e prazerosa; no caso dos adultos, esta deve ser focada na qualificação da sua profissional e pessoal.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Ser Mulher... Adulta...
"Geramos inspiração quando colocamos atenção naquilo queremos conservar.
Geramos oposição quando colocamos atenção naquilo que queremos mudar."(Ximena Yañes e Humberto Maturana)
Esta última parte do texto Transformações na Convivência Segundo Maturana mexeu muito comigo! O pensamento acima me parece tão auto-ajuda e ao mesmo tempo é tão verdadeiro pra mim! Vocês já pararam pra pensar em quanta energia desperdiçamos pensando naquilo que nos deixa infelizes?
As responsabilidades do adulto realmente são muitas, principalmente para nós mulheres adultas. São duplas ou triplas jornadas de trabalho diariamente, querendo sempre fazer o melhor e fazer tudo para todos, e como não temos os super-poderes da mulher-maravilha é claro que não conseguimos realizar tais proezas, então nos sentimos frustradas e infelizes, contraímos dores, tristezas e por vezes até doenças. A carga feminina é maior devido a cultura em que fomos educadas, mas é preciso tomarmos uma atitude como escreveu a profª Tânia Marques:
"É preciso reaprender o seu lugar e aprender a dizer não, principalmente para os filhos e companheiro. Amar os filhos não significa fazer tudo por eles. É preciso, também, aprender a ter espaço para si. Isso não é egoísmo. Apenas uma pessoa que está bem pode cuidar bem dos outros."
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O que é ser Adulto?
Como é difícil responder essa questão!
A primeira vista ser adulto é ter muitas responsabilidades, é saber cuidar do outro, sendo que este outro é por vezes o filho, a mãe, o pai, o marido e até o próximo - tão desconhecido. A independência financeira é o marco da entrada de cada um de nós na vida adulta. Podermos decidir o que fazer, a que horas fazer, onde ir, com quem andar, com quem falar é extremamante valioso, mas cada decisão que tomamos em nossa vida é também um momento muito solitário e é bem difícil lidar com isso. A todo momento nossa consciência nos aponta o que é certo ou errado e a sociedade cobra determinadas atitudes e comportamentos, que por muitas vezes não são exatamente o que desejaríamos fazer naquela situação. No final das contas todo ser humano busca sua felicidade e esta pode significar sucesso, dinheiro, amor ou o reconhecimento de sua capacidade e competência. É a fase em que revemos nossas escolhas e prioridades, valorizamos e buscamos relacionamentos estáveis e significativos que venham a acrescentar qualidade em nossas vidas. O maior desafio da vida adulta está em encontrar o equilíbrio entre as responsabilidades e realização de nossos ideiais.
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