sábado, 9 de maio de 2009

Clube do Imperador



"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre."
(Aristófanes)

Ontem assisti Clube do Imperador de Michael Hoffman. Em várias cenas do filme o Professor William Hundert (Kevin Kline) se depara com dilemas morais que permeiam a atividade docente, em qualquer época ou sociedade. Em determinado momento o Professor está corrigindo os testes da última etapa do concurso que realiza anualmente, quando constata que o aluno Sedgewick Bell (Emile Hirsch) - aluno este que estava incentivando a uma mudança de postura frente a educação e a vida - alcançou somente a quarta colocação, ficando fora do concurso. Numa tentativa absurda de dar uma chance a seu pupilo, o Professor então altera a pontuação e lhe dá o terceiro lugar. Ao tomar esta decisão o professor coloca em cheque alguns de seus princípios morais, os quais pratica e defende em aula perante seus alunos, como por exemplo, a confiança, a honestidade, a justiça e a verdade. Em nenhum momento concordo com a atitude do Professor William Hundert, pois o que ele fez não foi moralmente correto, mesmo com todas as suas boas intenções.

Um comentário:

Gláucia Henge disse...

Olá! Sem dúvida, no filme, o professor crê que cometeu um erro promovendo o aluno... Mas será que no momento de reler a prova, ele não estava tomado da esperança de poder mudar alguém? Será que nós também não cometemos atos assim?