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segunda-feira, 21 de junho de 2010

10ª semana de Estágio

Fiz meu primeiro estágio em 1987 quando concluí o magistério, de lá pra cá minha caminhada é longa e ininterrupta. Nestes vinte e dois anos de carreira tive experiências das mais diversas: trabalhei em sete escolas até hoje, alfabetizei durante seis anos, trabalhei no laboratório de informática de 5ª a 8ª série, na EJA e no Curso Técnico de Administração. Trabalhei na Secretaria Municipal de Educação por duas gestões, na primeira delas em 1994 participei do processo que implantou os Laboratórios de Informática nas dezessete escolas municipais que existiam na época; na segunda gestão participei do planejamento e execução dos eventos de formação continuada aos profissionais da educação da rede municipal. Tento analisar o valor que teve fazer um novo estágio a esta altura da minha vida profissional, o quanto me transformou, me apresentou um novo olhar para com a construção da aprendizagem e minhas crenças sobre como aprendemos. Uma conclusão eu posso anunciar aqui: o estágio acabou, mas os nossos Projetos vão continuar, minha meta para os próximos meses é contribuir de maneira significativa para a aprendizagem dos alunos que foram a mim confiados neste ano, buscando experimentar, pesquisar, criar, realizar, reinventar, solucionar dúvidas e problemas do cotidiano com base na leitura de mundo das crianças, da realidade delas, para aprendermos além dos conhecimentos preestabelecidos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

9ª semana de Estágio

Como objetivo principal do meu estágio, planejei oferecer aos alunos condições para que desenvolvam seu potencial, oportunizando situações e experiências com a linguagem, a escrita e o raciocínio lógico, buscando a interação e participação de todos de forma autônoma na construção do próprio conhecimento. Ao propor a turma o desenvolvimento de um Projeto de Aprendizagem onde eles poderiam escolher o que pesquisar e aprender o assunto que desejassem pretendia fugir da sistemática “quadro, giz e livro didático” a qual estavam habituados, tanto que em princípio eles nem sabiam por onde começar, se mostravam bastante dependentes e precisavam de direcionamento o tempo todo. É nítida a mudança que aconteceu com as crianças após estas cinco semanas, eles já demonstram grande autonomia na realização das atividades propostas, tanto em sala de aula quanto no laboratório de informática. Percebi que alunos que há nove semanas nunca tinham acessado a internet, já sabem a diferença quando eu digo: hoje vamos pesquisar ou hoje vamos acessar o site X, no primeiro caso vão diretamente ao google e no segundo já vão providenciando papel e lápis para anotar o endereço. Vejo este como um dos pequenos sinais aos quais devo estar atenta e acreditar cada vez mais no trabalho ao qual me propus.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

8ª semana de Estágio

Falar de avaliação me parece ser a coisa mais importante agora. Ainda me sinto muito incomodada com o fato de utilizar notas para avaliar meus alunos, sinto que isso não faz sentido. Gostaria de fazer e refazer aqueles testes e provas até todos entenderem tudo, obterem nota 10,0.  Se acreditarmos na construção da aprendizagem é necessário entender que a avaliação é um processo longo, onde inúmeros instrumentos devem ser utilizados para tal, os alunos precisam mostrar seus conhecimentos em outros espaços e tempos da escola. Entendendo que a aprendizagem é uma construção e a avaliação é um processo, cabe a nós professores criarmos novas situações para que os alunos possam expressar seus conhecimentos e suas possibilidades à medida que o processo está em andamento. Essa avaliação não pode ter como objetivo dar nota aos alunos ou quantificar a aprendizagem de cada um, deve sim servir de subsídio para que os professores repensem sua prática diária nos sentido de qualificar o trabalho pedagógico e por conseqüência a aprendizagem dos alunos.
Na escola toda prova poderia ser refeita, sem incidir em nota intocável; se avaliação só tem sentido para garantir a aprendizagem do aluno, prova mal feita deve poder ser refeita, com o intuito de melhorar; nota “definitiva” é fetiche: assim como foi “inventada” pelo professor, pode também ser “desinventada”; nota não é arma, é apenas critério classificatório subordinado ao compromisso pedagógico. (Pedro Demo, 2010)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

7ª semana de Estágio

Em meio a avaliações “quantitativas” de aprendizagem estamos realizando nossos Projetos de Aprendizagem. Em meio a cobranças das mães que querem os cadernos de seus filhos entupidos de cópias e mais cópias estamos realizando nossos Projetos de Aprendizagem. Em meio a muitas dúvidas e pouquíssimas certezas estamos realizando nossos Projetos de Aprendizagem. E estamos descobrindo várias coisas enquanto os realizamos! Os alunos se mostrando cada vez mais envolvidos com os temas que escolheram. Hoje o aluno Gabriel trouxe um trabalho que realizou numa lanhouse com seu pai, o qual intitulou: “trabalho do surgimento da escrita”, isso mesmo... com letras minúsculas até no seu nome e no meu, copiado e colado da web certamente, mas com muita vontade de mostrar, de dizer e de falar tudo que leu e pesquisou sobre a temática...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

6ª semana de Estágio

Estou lendo Avaliação Mediadora de Jussara Hoffmann. Na avaliação mediadora o professor busca investigar o como seu aluno está aprendendo e a partir dos resultados obtidos elabora novas formas de ensinar aqueles alunos que não estão alcançando sucesso ainda.  Ao se utilizar dos resultados da avaliação para qualificar sua prática pedagógica o professor está favorecendo a aprendizagem de todos os alunos. Desde que iniciei com minha turma de 3º ano procuro observar o desempenho diário de cada aluno, prestando atenção em suas atitudes, perguntas e respostas desde a hora da recreação, da merenda até a realização das atividades em aula. Mas a burocracia escolar ainda exige a aplicação de testes e provas a cada trimestre. Não posso nem reclamar muito, pois até pouco tempo atrás ainda eram bimestres! A escola em que trabalho e estou realizando meu estágio utiliza notas de 0 a 10 para comunicar a comunidade o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Não acredito que um número possa expressar verdadeiramente o que cada aluno construiu ou avançou no seu processo de aprendizagem nestes primeiros três meses do ano letivo. Como vou avaliar provas escritas daqueles meus alunos que ainda não sabem ler? Tenho por princípio acreditar que todos podem aprender, portanto quem ainda não aprendeu está em processo, por isso vejo como incoerente um número taxar a aprendizagem das crianças. “Sem dúvida, parece que o professor se surpreende que o aluno não saiba alguma coisa (ele não é um aprendiz?), enquanto deveria se admirar com suas incríveis e precoces descobertas.” (Hoffmann, 2009, p. 78). Esta frase ilustra muito bem aquela situação que por várias vezes já ouvi de professores alfabetizadores: - Mas o fulaninho nem sabe escrever seu nome! E como saberia? Não veio à escola para aprender? Ao refletir sobre minha prática avaliativa, percebo que ainda necessito estar mais atenta às peculiaridades de cada criança, pois por vezes ainda me flagro comparando um aluno a outro ou então exigindo um desempenho muito além do esperado para aquela etapa de desenvolvimento da criança.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

5ª semana de Estágio

Na semana passada iniciei o trabalho com Projetos de Aprendizagem em minha turminha, tive uma grata surpresa com meus alunos! As crianças ficaram muito mais entusiasmadas do que nas semanas anteriores, a sala de aula se tornou um espaço de descoberta, rico de trocas e questionamentos. A curiosidade que eles expressaram na colocação de suas perguntas me deixou bastante animada, acredito que podemos ampliar este trabalho para além do meu estágio, pois eles mostraram interesse em buscar as respostas de inúmeras perguntas que foram surgindo no decorrer das conversas e das aulas que se seguiram, foi bem complicado elegermos somente quatro questões para esta etapa do trabalho. Todos querem ser cientistas! Ao experimentar algo novo para mim e para os alunos, pude rever minha prática diária e oferecer oportunidades dos alunos expressarem seus desejos e curiosidades, percebi que quando participam do planejamento do trabalho eles ficam muito mais envolvidos com o tema. O ato de pensar em suas dúvidas e curiosidades, para logo em seguida elaborar perguntas, desafiou meus alunos a pensarem alto, a “viajarem”, agora partiremos para o processo de investigação, rumo às respostas de nossas indagações, pesquisaremos em diversos lugares, desde livros e revistas até na internet, até esclarecermos nossas dúvidas e validarmos nossas certezas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

4ª semana de Estágio

Aconteceu uma coisa bem intrigante na quarta-feira passada, duas mães vieram questionar o motivo de seus filhos estarem fazendo poucas atividades no caderno durante esta semana. Com muita calma e paciência, depois de contar até dez, expliquei-lhes que estamos confeccionando um presente para o dia das mães. Estamos também construindo novos conceitos de matemática, onde é necessária a manipulação de material concreto juntamente com cálculo mental, por isso houve poucos registros no caderno. Como esta cobrança dos pais ainda me assusta! Em pleno século XXI os pais ainda querem que seus filhos voltem da escola com os cadernos cheios de conteúdos copiados, nem questionam a pertinência da cópia.  Nunca acreditei na cópia praticada de forma repetitiva e desconexa, faço uso dela para que o aluno registre suas idéias e possa consultar em aulas futuras. Entretanto percebo que não somente as famílias, as crianças também querem isso. Quando estamos realizando outras atividades ou estou propondo um diálogo ou explicando algum conteúdo ou jogando, perguntam o tempo todo se não vou escrever no quadro. Muito copiei do quadro quando estava na escola, quase nada daquilo eu realmente aprendi, guardei muito mais as memórias orais, lembro daqueles professores que explicavam gesticulando, como uma performance teatral.  Já decidi, a partir de agora vou colocar no máximo uma atividade de fixação de conteúdos no quadro para que copiem no caderno, somente para agradar a gregos e troianos. Contudo não vou desistir. Quero que meus alunos aprendam a refletir, a argumentar, a entender e contextualizar o que vemos em sala de aula com sua vida cotidiana, com sua realidade, para que isso aconteça é necessário que façam registros escritos daquilo que realmente tenha significado, não apenas copia mecânica!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

3ª semana de Estágio

Na semana de 26 a 30/04 nossos temas de estudo foram identidade e diversidade. Discutir esses temas com as crianças tem um valor imenso, pois quando reconhecemos a especificidade do diverso de nós, estamos reafirmando nossa individualidade também. Assuntos antagônicos e ao mesmo tempo complementares, os dois são essenciais para as crianças refletirem e compreenderem que ninguém deve sentir-se discriminado por ser diferente dos outros. Falar de si mesmo livremente, expressar sua vontade e seus sonhos, dizer como se sentem em momentos bons e ruins, na sala de aula e em casa, são momentos riquíssimos nos quais os alunos colocam seus argumentos e o grupo constrói novos valores em conjunto. É nesse momento que eu procuro intervir e colocar opiniões baseadas nos valores de igualdade, fraternidade e justiça. É curioso perceber como as crianças são exigentes e por vezes até intolerantes com o outro e consigo mesmas, também. Na atividade que fizemos para elaborar os princípios de convivência da turma, eles sugeriram verdadeiras punições para quem não seguir as regras. Não podemos mais ignorar o quanto é importante discutir este tema desde a mais tenra idade com nossos alunos, é preciso mais do que nunca dar voz as crianças.

terça-feira, 27 de abril de 2010

2ª semana de Estágio

Ao aplicar meu planejamento para a segunda semana de estágio, seguindo meu objetivo de conhecer cada vez mais meus alunos e conduzi-los na construção do próprio conhecimento de maneira significativa e prazerosa, pude perceber que é necessário que cada um de nós se sinta pertencente a este grupo chamado Turma 32, inclusive eu. A partir da temática identidade e diversidade estamos nos conhecendo melhor como pessoas e como grupo, que deve trabalhar e aprender e crescer e ser feliz unido. Discutir sobre o meio em que vivemos, a escola, a comunidade e a família; perceber que existem pessoas muito diferentes e que todas tem seus direitos e estes devem ser respeitados; reconhecer que também temos deveres a cumprir;  são algumas das questões que estamos abordando neste período em meio aos conteúdos que devemos apreender. Tenho avaliado diariamente meus planejamentos, percebo, no entanto que raramente acerto na quantidade de material para as 4h aulas previstas, ainda organizo atividades a mais ou a menos do que meus alunos conseguem realizar, mais do que nunca entendo agora a afirmação de que todo planejamento é flexível. Na medida em que vou conhecendo mais o grupo, identifico alguns pontos que devo priorizar, tais como a dificuldade que alguns alunos apresentam em se expressar verbalmente; em se relacionar com o colega, tanto nos trabalhos em dupla ou grupo quanto nas brincadeiras e jogos no pátio. Tenho alguns grandes desafios para o estágio e para todo ano letivo de 2010.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

1ª semana de Estágio

Desde o início do PEAD, tanto nas aulas presenciais quanto nos workshops ao final de cada semestre, uma das minhas maiores preocupações era evidenciar meu aprendizado, e eu sempre iniciava minha fala reclamando do fato de estar fora da sala de aula, o quanto isso me deixava preocupada e até de certo modo de mãos amarradas, pois em muitas das atividades propostas necessitei de ajuda de colegas que me cederam seus alunos e turmas para que eu pudesse realizá-las – quero registrar aqui meu MUITO OBRIGADA às colegas Patrícia Kusma e Raquel Guterres. Ao iniciar o trabalho com a turma de estágio várias experiências e lembranças foram voltando a minha mente, nem parece que fiquei quatro anos afastada de uma sala de aula de currículo, agora tenho a minha turma, é como se eu estivesse de volta em casa! Tenho refletido bastante sobre quem são meus alunos, quais as necessidades desta turma e o que eles devem aprender. Na medida em que vou conhecendo um pouco mais cada um tenho plena convicção do quanto é importante meu trabalho, devo estar cada vez mais atenta, observar cada criança em sua individualidade para garantir que cada um esteja recebendo a atenção necessária para evoluir na sua aprendizagem, estou fazendo alguns registros diários, tanto das dificuldades quanto dos sucessos deles e pretendo usar esses dados na avaliação trimestral que já se aproxima. Estou com algumas dúvidas a respeito das arquiteturas pedagógicas, já pesquisei e não vislumbro ainda como aplicá-las no terceiro ano!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Minha identidade de Professora

Meu estágio será um estágio de verdade, se é que existe outro tipo. Retornei a uma sala de aula de currículo no dia 05/04/10. Depois de cinco anos trabalhando entre a Secretaria de Educação, Laboratório de Informática e Curso Técnico de Administração, estou de volta às origens. Devo dizer que estou muito feliz! Este retorno me proporcionará uma experiência ímpar: refletir sobre minha identidade de professora para logo adiante, após a formatura, planejar e alçar novos vôos. Depois de quatro anos estudando, lendo e relendo sobre teorias e práticas educacionais, chegou a hora de aplicar tudo que aprendi. Percebo a importância de registrar meu cotidiano em sala de aula, o planejamento e a avaliação junto aos meus alunos. Além de refletir é essencial que eu aprenda a registrar, escrever, formalizar meus pensamentos acerca de tudo que acontece na sala de aula... e isso dá medo, provoca pesadelos e dor. Madalena Freire, em sua obra Educador, afirma: “Uma coisa é escrever, ser escritor-reprodutor e reapresentador da linguagem escrita. Outra é, no exercício disciplinado da escrita, tornar-se escritor-sujeito-produtor de linguagem escrita” (2008).  Parece fácil, mas não é.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Estágio Curricular - Eixo VIII - Nova Etapa

Mesmo trabalhando em sala de aula há mais de vinte anos, muitas são as minhas dúvidas e expectativas no início deste ano letivo, reta final do curso de Pedagogia, estágio no primeiro semestre, TCC no segundo e logo mais... Formatura! Agora é a hora de mostrar que os conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica, juntamente com aqueles adquiridos na minha “longa” prática fizeram alguma diferença, pois deverão fundamentar os objetivos e projetos para esta nova etapa do curso. Realizarei meu estágio no Centro Municipal de Educação Básica Paulo Freire, instituição em que atuo desde fevereiro de 2009. Estou coletando informações referentes as seis turmas que irei atender no Laboratório de Informática (dois 1º anos, dois 2º anos, um 3º ano e um 4º ano), acredito que será relativamente tranquilo obter os dados sobre os alunos, pois já tenho um bom relacionamento com as turmas, devido ao fato de já termos trabalhado juntos no Laboratório de Tecnologia Educacional entre os meses de maio e dezembro de 2009.