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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Construção do Conhecimento - PASSADO ou PRESENTE?

Tornar a aprendizagem significativa para crianças, jovens e adultos no cotidiano da escola, é hoje o maior desafio para nós professores. Para evitar a pergunta "-Professora, por que eu preciso aprender isso?", ainda será necessário percorrer um longo caminho, talvez um caminho de volta, o caminho da desfragmentação do conhecimento.
Uma metodologia de contrução do conhecimento, que rompa com práticas onde cada conteúdo deve estar na sua gavetinha certa e é imediatamente esquecido quando abrimos a gavetinha ao lado; que vise a a formação integral do aluno nos remete a Educação na Grécia Antiga, que buscava o desenvolvimento do ser humano em sua totalidade e a união entre o corpo e a alma. A família oferecia orientação elementar e pagava um professor particular para ensinar seu filho. A disciplina era extremamante dura, os alunos recebiam punições severas ao cometerem qualquer erro, mas, o caráter da escolaridade era democrático e unificava todos os conhecimentos, dando ênfase ao esporte.
Olhar com atenção o passado da Educação em diferentes épocas e civilizações, pode nos sugerir, no mínimo, um questionamento do que está dado hoje como certo e, que na realidade está simplesmente consolidando um modelo de Educação cada vez mais excludente.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Contação de Histórias

Ontem foi nossa aula de Literatura, a prova de fogo da Contação de Histórias, depois de todo material teórico que estudamos chegou a hora de aplicá-lo. Desta vez o público não era infantil, eram nossas colegas de PEAD e a professora! Foi uma noite muito rica, cheia de aprendizagens para mim, não tenho grandes pudores de me expôr em público, mas confesso que gelei e esqueci algumas falas de nervosismo. Mais do que apresentação de um trabalho de Literatura, foi uma performance teatral que vimos ali, dentre os diversos grupos que se apresentaram, tiveram alguns que apresentaram grandes produções, com cenário e figurino dignos de um Teatro (prédio) de verdade. Nosso grupo contou a história Uni Duni Tê de Angela Lago, sugestão da colega Marta, que já havia usado o livro com sua turma. O texto explora as rodas cantadas em sala de aula, portanto além de Literatura e Teatro usamos Música também. Como na história existem inúmeros personagens das cantigas mais conhecidas por nós, houve espaço para que todas as dez componentes do grupo pudessem interagir na contação. Olhando agora, depois de passado o nervosismo, acredito que nossa apresentação ficou bem boa, todas se dedicaram bastante, ensaiamos e principalmente, estávamos muito dispostas a aprender e acertar.

domingo, 28 de outubro de 2007

53ª Feira do Livro de Porto Alegre

Este ano acontece a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, de 26 de outubro a 11 de novembro, um dos eventos mais populares do estado do RS, tendo como patrono o jornalista, escritor e professor universitário Antonio Hohlfeldt. A Área Infantil e Juvenil acontece nos armazéns do Cais do Porto e o restante da Feira na Praça da Alfândega. Um espaço tão rico como este promove a todo ano o hábito de ler, hábito este que devemos cultivar cada dia mais, a leitura abre novos horizontes, amplia nossos conhecimentos e dá significados aos que já possuímos. Fanny Abramovich diz: "através da leitura podemos descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, de outra ética e outra ótica... É ficar sabendo História, Política, Filosofia,... sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula... Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer e passa a ser Didática, que é outro departamento". Então vamos aproveitar este dias preciosos, que só acontecem uma vez por ano, e vamos ler muuuuito, pois esta é uma excelente atividade de lazer, faz bem para nossa saúde mental exercitando nossos neurônios e potencializando nossa criatividade.

sábado, 6 de outubro de 2007

O que é Literatura?

Lajolo (2001) afirma que esta é uma pergunta permanente para respostas sempre provisórias.
Muito pertinente esta questão, é curioso não haver uma resposta 'correta' para ela, pois cada um de nós constrói o seu significado através de nossas experiências vividas com a audição e/ou leitura de histórias. Sempre incentivei o hábito de ler, tanto dos alunos quanto do meu filho. Desde que ele era bem pequeno eu o presenteava com livrinhos de histórias, muito antes de entrar para escola, sentava-se ao meu lado enquanto eu lia, pegava seu livrinhos e os lia em voz alta, as vezes o exemplar estava até de cabeça para baixo, mas, ele estava lendo e acreditava nisso. Hoje vejo que ele lia realmente. Gostava também que eu inventasse histórias na hora de dormir, pedia para que eu contasse as minhas histórias, por vezes eu contava coisas que vivi na minha infância ou ouvi alguém contar, em outras eu inventava realmente histórias mirabolantes, cheias de personagens estranhos e viagens incríveis pelo universo, os personagens eram sempre nós dois e os coadjuvantes eram os componentes de nossa família. Foram momentos ricos que vivemos por muito tempo, lembro bem quando ele começou a ler na escola e me disse: - Mãe, a partir de agora quem te conta as histórias sou eu!

sábado, 29 de setembro de 2007

Contar Histórias...

Estabelecer um maior vínculo afetivo com nossos alunos, desenvolvendo o hábito da leitura, acredito ser o objetivo maior de contarmos histórias em sala de aula. Criar um momento rico de encanto e magia é tarefa de todo professor que deseja despertar nos alunos o gosto pelos livros. Cuidado ao escolher o título, acreditar naquela história e proporcionar um ambiente para que os alunos dêem asas à imaginação são passos fundamentais para ter sucesso na contação de histórias. Se conseguirmos levar os alunos a sentirem as emoções dos personagens, emoções que talvez nunca vivenciem, mas que cabem perfeitamente no imaginário, eles com certeza não esquecerão estas vivências da infância, como também as levarão para a vida adulta.
Durante os últimos cinco anos em que estive em sala de aula trabalhei com primeira série, acredito que as histórias contribuem muito para o sucesso das crianças na alfabetização, através da audição e da observação das figuras da história a criança está lendo a palavra ali contada, com o passar do tempo aquilo se torna parte dela e não é decoreba, ela introjetou a história e quando menos espera está lendo. Vi isto acontecer por várias vezes com meus alunos, é um momento riquíssimo quando a criança te olha e diz: agora é minha vez de ler a história para ti profe!