Ontem na aula presencial nossa nova professora/coordenadora Marie Jane disse a que veio! Veio nos desacomodar, mexer com o que está posto como certo no PEAD. Ao chamar dois grupos para juntos discutirmos a execução dos Projetos de Aprendizagens no semestre passado - projetos estes que vão se estender em 2009 - a professora simplesmente 'desconstruiu' tudo que estava ali na frente de nossos olhos, questionou, apontou e criticou cada item dos PA's. Consigo perceber que toda discussão foi com o objetivo de provocar um novo olhar sobre o que realizamos semestre passado, mas foi muito difícil ouvir todas as colocações da professora, as colegas que expuseram seu trabalhos ficaram se defendendo, como se tivessem cometido um erro fatal, sem conserto, foi um momento bem angustiante. Acredito que ela desejava mostrar que podemos fazer mais e melhor a partir desta experiência. Depois de toda a exposição dos PA's e do dissecamento dos mesmos pela professora, voltei para casa pensando sobre o assunto. Ficou claro pra mim que realizamos um trabalho pobre, muito aquém das nossas possibilidades.
2 comentários:
Olá Maria Margarete!
Muitas vezes as angústias servem para nosso crescimento pessoal e intelectual, esse é ponto culminante da aprendizagem, perceber o que não ficou bem alinhado e buscar soluções através de pesquisas, discussões e boas leituras, que possam servir de suporte para nossa vida acadêmica.
Se precisares de alguma coisa estou a disposição.
Um abraço, Rose
Olá Marga
Vou dizer algo que á primeira vista parece contraditório: quando o trabalho é bom temos o que dizer; quando o trabalho é ruim temos pouco ou nada a dizer. Quando fiz a análise tinha muito o que dizer porque havia um trabalho sério e denso realizado por vocês. Se o trabalho fosse 'pobre' eu não falaria nada. Simplesmente solicitaria fazer de novo sem nada comentar. Sei que ser parte da desconstrução é dificílimo e me dei conta que vocês tem razão quando apontam que o remédio foi muito forte. Sei também que justificar as coisas em nome das boas intenções não resolve a questão. Mas, com o tempo, desejo mostrar mesmo a que vim. A desconstrução é parte disso, mas ela pode ser de outro modo. Certo?
Gostaria muito de conhecer as suas respostas para essas questões: Na sua visão, quais são as exigências que se põe à pessoa que quer aprender? Como você vê esse processo? Quando você sente que aprendeu? O que acontece com você enquanto se sente no processo? Experimente responder essas questões. Não é uma tarefa, é um desejo de diálogo que me leva a perguntar.
Um abraço carinhoso, Marie Jane
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