Desde os primórdios da humanidade as pessoas com deficiciências foram segregadas, na antiga Grécia, essas crianças eram abandonadas nas montanhas, em Roma atiradas nos rios. Na Idade Média, as pessoas com algum tipo de deficiência eram associadas a feitiçaria, perseguidas e executadas. No final do século XVIII sente-se a necessidade de atender essas pessoas, com caráter asssitencial surgem então os centros, onde elas eram deixadas e a sociedade não precisava mais conviver com os 'anormais'. Em 1800 Philippe Pinel escreve os primeiros tratados sobre os atrasados mentais. Até a década de 50 no Brasil só se falava em educação de deficientes. A partir de 1970 surgem as classes especiais para atendimento dos 'excepcionais'. Em meados dos anos 80 surge a filosofia da integração educativa, defendendo que o ensino na medida do possível, das pessoas com dificuldades especiais, fosse proporcionado na escola regular. Em 1994 na Espanha, com a Declaração de Salamanca - documento formulado por representantes de 92 países e 25 organizações internacionais - proclamou-se que TODA criança tem direito fundamental à educação, que aqueles com necessidades especiais devem ter acesso à escola regular, que as escolas regulares com orientação inclusiva são os meios mais eficazes de combater a discriminação e a exclusão. Ressaltou-se também que os alunos com NEE devem receber apoio suplementar necessário para garantir sua aprendizagem.
No Brasil foi necessário que a legislação regrasse a Educação Especial, forçando assim uma nova perspectiva, a da Educação Inclusiva. Após disso começou-se a refletir sobre as práticas consolidadas entre nós educadores até então. Em pleno século XXI a maioria dos educadores ainda tem grande dificuldade e não se sente preparado para lidar com alunos NEE na sala de aula, incluo-me neste rol. Acredito que isso é possível, que devemos ampliar nosso campo de atuação, mas penso que ainda é necessário muito investimento público na formação dos professores, isso é urgente. Nós professores já sabemos da nossa responsabilidade e estamos lidando com ela da melhor maneira possível, entretanto estados e municípios não estão cumprindo sua parte na mesma medida em que a escola abriu-se para receber os alunos NEE.
2 comentários:
Tens razão Marga!
Os professores [nós mesmos] em sala de aula, estão a algum tempo trabalhando com alunos de inclusão.
Estamos fazendo o possível: mas no âmbito da tentiva e erro.
Está faltando sim comprometimento dos governos.
Beijão
Suelen - tutora da sede - Seminário Integrador V
Olá Marga... Concordo contigo! A inclusão do aluno especial na escola comum é um desafio. Essa é uma proposta ousada porque o grande entrave é justamente a formação dos professores, já que eles não estão sendo preparados para trabalhar com esse processo, para enfrentar os desafios e lidar com as diferenças dentro das salas de aula. Na perspectiva da Educação inclusiva, temos de enfrentar a realidade de que cada um de nós é diferente e que ainda existem alunos ainda mais diferentes, que são aqueles com necessidades educacionais especiais. Por isso precisamos nos preparar, aprender, trabalhar com redes de apoio, discutir como está esse trabalho. É chegada a hora da metamorfose educacional, onde os conflitos e resistências sejam superados e, que se perceba a dimensão de saberes que a diversidade tem a oferecer.
Como diz SABATELLA (2005, p. 82) “...é impossível pensar em integração se não houver um profundo respeito às diferenças e uma enorme vontade de estudar e aprender”
.Estudos mostram que pessoas limitadas por deficiências não são menos desenvolvidas, mas se desenvolvem de forma diferente!
Só par refletir:"Estar integrado não significa estar incluído. Na integração, o sujeito tem que se adaptar ao ambiente; na inclusão, a sociedade se adapta para atender á demanda do sujeito." Um abraço,Gi – Tutora OGE
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