Estou atuando na EMEF Vitorina Fabre desde fevereiro de 2008, a partir do texto sugerido e dos documentos da Escola, pude entender melhor sua dinâmica. A Escola adota o regime seriado juntamente com uma proposta interacionista. Em 2007 reorganizou o PPP, modificando a grade curricular, colocando as disciplinas de Educação Física e Arte no turno inverso; na disciplina de Arte os alunos optam por Artes Cênicas, Plásticas ou Música. Já na Educação Física eles são agrupados por idade e sexo. A disciplina de Filosofia também foi acrescentada ao currículo. Em casos de alunos com grande defasagem idade/série algumas regras de avaliação especiais são utilizadas, com vistas à progressão continuada, sendo que para realizar o atendimento necessário a estes alunos a Escola passa por grandes dificuldades e, necessita qualificar esta organização. Com o restante dos alunos ainda prevalece uma avaliação mais tradicional. Para alcançar as metas estabelecidas, é urgente uma participação maior de todos os segmentos da comunidade escolar, buscando o fortalecimento da autonomia da escola frente à mantenedora. Para que venha a ser um espaço de transformação da ordem estabelecida, acredito que seja necessário criar uma visão diferente de aprendizagem, de currículo, de avaliação, enfim, de Escola, por parte de toda sociedade. Pois, na lógica capitalista em que vivemos, não é permitido dar-se tempo para que cada um aprenda ou trabalhe no seu ritmo, fora da Escola o aluno é avaliado a partir dos critérios rígidos de mercado, ao qual já estamos todos nós submetidos.
Um comentário:
Pois é... essa submissão ao mercado pode ser suavizada, não é mesmo? Até que ponto dicotomizar os horários da escola entre as disciplinas "de pensar" em um turno e as disciplinas "de agir" em outro não é mais um meio de reproduzir uma divisão cruel da sociedade entre cérebro e corpo?
Coisitas a se refletir...
Abraços, Gláucia - tutora Org. Ens. Fundamental.
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